Sábado, 29 de Abril, 2017
   
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INTERESSES ECONÔMICOS E MUDANÇAS CLIMÁTICAS

A ONU realiza anualmente a Conferência Internacional sobre as Mudanças Climáticas (COP). No final de novembro estará se realizando a COP 17 em Durban, na África do Sul. A atualidade do tema se relaciona ao fato de que a primeira fase do Protocolo de Quioto termina em 2012. Portanto está em curso uma acirrada discussão sobre os compromissos para a nova fase do Protocolo.

Na COP 16, realizada em Cancun, México, foi descortinado o quadro de contradições que envolvem esta discussão. O Japão, com o apoio da Austrália e outros países, declarou que não assinará uma nova fase do Protocolo de Quioto se os Estados Unidos e a China não se comprometerem com metas obrigatórias de redução de emissões de gases de efeito estufa. A China não concorda com esta questão argumentando que isto representaria o fim do Protocolo que assegura um tratamento diferenciado entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.

A grande maioria dos cientistas e a totalidade dos países presentes à Conferência de Cancun consideraram que o fenômeno decorre de causas naturais e humanas. E que estas, a partir da Revolução Industrial, estão se acentuando.  O conflito que se estabeleceu em Cancun não se deu em torno destes temas e sim das metas de contenção do aquecimento global e , sobretudo,  quem pagará a conta pelas medidas a serem adotadas.

O INMA visando propiciar  aos leitores de seu site resolveu divulgar os dois textos anexos. Eles apresentam pontos de vista diametralmente opostos sobre as Mudanças Climáticas, porém trazem à tona os poderosos interesses econômicos que existem por trás desta discussão.

 Para contribuir com um debate fundamentado e sério a Fundação Maurício Grabois (FMG) e o Instituto Nacional de Pesquisas e Defesa do Meio Ambiente (INMA)  divulgarão, no próximo ano, um livro contendo  as conferências proferidas no Seminário Internacional sobre as Mudanças Climáticas. Este evento, realizado no final do ano passado,  contou com participação cientistas internacionais e nacionais, bem como de lideranças políticas e dos movimentos  sociais.

Aldo Arantes

Diretor-Presidente do INMA

 

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